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Tomografia computadorizada ajuda no diagnóstico de pessoas com colapso pulmonar
Exame mostrou ser o mais simples e eficaz na identificação e no tratamento das pacientes com linfangioleiomiomatosePesquisadores da Universidade de Cincinnati descobriram que a aplicação da tomografia computadorizada (TC) em mulheres não-fumantes, com idades entre 25 e 54, que chegam a uma sala de emergência pela primeira vez com um problema no pulmão, é a maneira mais simples e eficaz para o diagnóstico e tratamento de pacientes com linfangioleiomiomatose, ou LAM. "Mulheres com LAM que passam pela primeira experiência de um colapso pulmonar espontâneo, tem, em média, mais dois ataques", explicou Brent Kinder, investigador do estudo. “O diagnóstico da doença não costuma ser feito até que o segundo ou terceiro colapso ocorra, atrasando o tratamento. Nós pensamos que uma triagem, visando às mulheres não-fumantes na faixa etária de desenvolvimento típico da doença pode nos ajudar a identificar a condição mais cedo e melhorar a qualidade de vida dessas pacientes". Kinder e Jared Hagaman, junto com colegas do departamento de medicina, desenvolveram um modelo para avaliar a relação custo-benefício da triagem de pacientes. Usando fontes de dados nacionais, os pesquisadores analisaram as taxas de colapso pulmonar e a prevalência de LAM em relação à idade, sexo e tabagismo. Eles compararam o benefício e o custo da utilização da tomografia na detecção do colapso pulmonar em pacientes com LAM com nenhuma utilização de TC. Baseado no modelo em que o paciente entra na sala de emergência, com colapso pulmonar espontâneo aos 30 anos de idade, sendo mulher e não-fumante, cerca de 5 % do teste acusou positivo para a LAM. "O exame para a detecção de LAM usando um TC, ou um raio-X tridimensional do pulmão, foi a estratégia mais simples e eficiente já encontrada. Acreditamos que os benefícios do teste compensem qualquer impacto negativo da doença nos pacientes. A dose de radiação de uma tomografia computadorizada de alta resolução é de aproximadamente um décimo das tomografias convencionais e com as tecnologia mais recentes, a exposição à radiação continua a diminuir" , avaliou Kinder. "Esses dados vão ajudar os médicos a intervirem com as terapias mais rápida e a registrarem pacientes em ensaios clínicos, que podem ser capazes de retardar a progressão da doença", concluiu o pesquisador.
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